A RUA CONVOCA. A URNA CONFIRMA.

Junho terminou, mas, para quem acredita na democracia e na promoção dos direitos humanos, o trabalho de 2026 está apenas começando.


A Parada de São Paulo deste ano reafirmou a potência da mobilização social, com as pessoas ocupando as ruas para celebrar suas existências, fortalecer alianças, reivindicar cidadania e demonstrar que uma sociedade mais justa se constrói com diversidade, participação e compromisso coletivo.


As manifestações fortalecem movimentos, aproximam pessoas, ampliam o debate público e lembram que nenhuma conquista nasceu da boa vontade de quem ocupa o poder. Cada avanço foi resultado de organização, incidência política, perseverança e da coragem de quem decidiu disputar espaços de decisão.


Mas este também é o momento de transformar essa energia em representação institucional.


“A RUA CONVOCA. A URNA CONFIRMA.”


Precisamos eleger pessoas verdadeiramente comprometidas com a agenda dos direitos humanos, com o enfrentamento de todas as as formas de discriminação, com a redução das desigualdades e com a construção de um país mais inclusivo, acessível e emancipador para todas as pessoas.


Representatividade importa. Direitos se fortalecem quando existem parlamentares e governantes dispostas (os) a defendê-los, ampliá-los e impedir retrocessos. Democracia exige participação permanente, dentro e fora das instituições.


A defesa de direitos não se limita às grandes mobilizações. Ela acontece todos os dias, nas organizações da sociedade civil, nos movimentos sociais, nos territórios, nos tribunais, nos parlamentos e, especialmente, nas urnas.


Que a potência demonstrada nas ruas durante a Parada nos acompanhe pelos próximos meses e inspire escolhas conscientes. Celebrar nossas existências é fundamental. Transformar mobilização em representação política é o caminho para consolidar conquistas e construir um futuro com mais liberdade, igualdade, dignidade e justiça para todas as pessoas.

Luanda Pires

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