A RUA CONVOCA. A URNA CONFIRMA.
Junho terminou, mas, para quem acredita na democracia e na promoção dos direitos humanos, o trabalho de 2026 está apenas começando.
A Parada de São Paulo deste ano reafirmou a potência da mobilização social, com as pessoas ocupando as ruas para celebrar suas existências, fortalecer alianças, reivindicar cidadania e demonstrar que uma sociedade mais justa se constrói com diversidade, participação e compromisso coletivo.
A reificação do corpo da mulher como ferramenta de dominação e poder
As sucessivas violências contra mulheres que têm ocupado o noticiário brasileiro revelam um padrão que vai além da brutalidade dos fatos isolados. Casos de feminicídio cometidos por parceiros ou ex-companheiros, estupros coletivos e episódios em que vítimas de violência sexual enfrentam obstáculos institucionais para acessar direitos previstos em lei expõem algo mais profundo: a persistência de um sistema que vigia, regula e pune corpos femininos. Quando instituições que deveriam proteger reproduzem julgamentos morais ou negligência, a violência deixa de ser apenas individual e passa a refletir uma engrenagem social de controle.
Despeço-me de julho com ainda mais certeza: a transformação se dá em movimento.
O “Mês da mulher negra, latino-americana e caribenha”, rememora o 1º Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, ocorrido na República Dominicana. Evento que representou um marco na mobilização coletiva das lutas enfrentadas por mulheres negras em contextos marcados por racismo, machismo e profundas desigualdades sociais…
Luanda Pires é uma das advogadas responsáveis pela ação que levou o TRF-3 a condenar a União por LGBTfobia, após fala homofóbica do ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro.
A decisão histórica reconhece a responsabilidade do Estado em episódios de discriminação institucional contra a população LGBTQIAP+.